Saiba como a sustentabilidade pode ser incorporada a ambientes de trabalho, garantindo ergonomia e bem-estar
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No novo episódio do podcast da Guararapes, recebemos Ana Carolina Albieri, arquiteta do Grupo Áurea, para uma conversa sobre como o espaço físico pode traduzir a cultura das empresas e impulsionar o bem-estar das pessoas.
Com atuação voltada ao atendimento de empresas de diversos segmentos, o Grupo Áurea busca ir além do projeto, também oferecendo consultoria que considera desde a ergonomia até as normas técnicas específicas de cada cliente.
Quando se fala em ambientes corporativos sustentáveis, o conceito ESG ganha vida. Mais do que escolher materiais de menor impacto ambiental, o processo também envolve cuidados em relação à iluminação e mobiliário ergonômico, por exemplo.
Pós-graduada em Ergonomia, Ana Carolina reforça que a atenção às necessidades das pessoas é o ponto de partida para os projetos. “O ambiente de trabalho impacta diretamente na produtividade e na saúde dos profissionais, por isso, cada decisão precisa considerar a experiência de quem vive o espaço”, explica.
Ela relembra um caso em que, em parceria com o RH de uma empresa, foi feito um levantamento sobre as principais necessidades dos colaboradores. “Descobrimos que o mobiliário estava adequado, mas as pessoas estavam sedentárias, então o foco passou a ser uma campanha de conscientização sobre saúde e exercícios físicos”, conta.
Entre os desafios técnicos mais comuns, Ana Carolina cita a alta quantidade de pessoas em poucos metros quadrados, cenário que exige criatividade e planejamento. Outro ponto de atenção está na acústica, especialmente em escritórios open space.
“Uma das soluções que encontramos em uma empresa foi setorizar as áreas por cores, de acordo com o nível de concentração exigido. Assim, alguns espaços eram destinados a conversas e outros ao silêncio”, descreve.
O olhar da arquiteta também acompanha transformações em outros segmentos, como o educacional, que vem incorporando conceitos sensoriais e experiências práticas. “O aprendizado está cada vez mais conectado ao sentir, e isso muda completamente a forma de projetar”, comenta.
Para Ana Carolina, a principal dica é compreender o ser humano e suas necessidades em constante mudança. “Os espaços coletivos, como banheiros e copas, têm se tornado foco de atenção. Precisamos garantir áreas adequadas para pausas e relaxamento, pois isso também contribui para a produtividade”, afirma.